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Sobre “o Futuro de Portugal”
Não basta pôr umas quantas personalidades institucionais (uns professores, uns bastonários, uns banqueiros etc.) a debitar umas banalidades de base da respectiva corporação e a elucubrar em directo para conseguir alcançar alguma inteligência. Assim, só se perde tempo, só se maçam (ainda mais) os portugueses e só se aumenta a frustração. A senhora Campos Ferreira fez um debate dentro da dimensão do seu conhecimento. Coisa tão inócua que nem as 2 ou 3 “provocações”, lançadas como barro à parede, pelo Zé Adelino Maltez pegaram… A escassa profundidade da inteligência da coisa não permitiu a entrada ali de “o Futuro de Portugal” que, portanto, ficou à porta. Se este episódio fosse representativo, teria de se concluir não haver qualquer futuro para Portugal. PS. O único momento de inteligência, deste debate entre bonzos, foi a espontânea salva de palmas do público à diatribe de Marinho Pinto contra a irresponsabilidade dos juízes… Sintomático. PS2. Fernando Ulrich quer que a equipa de Basílio Horta diga ao Governo o que já percebeu sobre as dificuldades (e as vantagens, naturalmente) de Portugal na atracção de investimento internacional. Mesmo se quem o poderia fazer já não está na AICEP há bastante tempo, há uma dificuldade de que Ulrich deverá já suspeitar: a não existência, em Portugal, de banca com dinheiro e inteligência para ser partner desses projectos de investimento internacional… Sintomático. PS3. O meu amigo José Adelino Maltez, um dos escassos homens da direita portuguesa com capacidade para pensar – e que pensa – anda a vestir-se como um “intelectual de esquerda” dos anos 70… Sintomático. José Mateus Cavaco Silva at October 20, 2009 00:47 |
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Tags: media, perceptions management, portugal, inteligência estratégica, visto de lisboa |
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