Competitive Intelligence & Perceptions Management num
Blog-Notas, para tornar o obscuro bastante mais... CLARO
Friday, 20 January 2012
Uma Educação de Marine
Portugal sofre ainda do hábito salazarento dos salamaleques e dos ‘senhores doutores’ e ‘vossa excelência’. Sofre de um enorme medo do ridículo e tudo passa o tempo a ‘armar ao pingarelho’ para parecer gente séria (o que leva um amigo meu francês e bom conhecedor deste país a dizer que “os portugueses nunca são tão ridículos como quando querem parecer sérios”). Portugal é assim vítima, como escreve José Gil, de uma incapacidade de “inscrição”. E fica-se pelo ‘faz de conta’... Esta acaba por ser a norma do (salazarento) “viver como habitualmente”. Às vezes, surgem excepções. Pedradas no pântano. Mas são raras. Tenho ainda bem presente como, regularmente, o engº Belmiro de Azevedo dos anos 80 e 90 agitava as águas com as suas salutares pedradas no pântano... Depois, este Belmiro desapareceu e voltou a pasmaceira “habitual”. Ontem, na revista ‘Sábado’, uma enorme pedrada no pântano, confesso, abriu-me um sorriso de orelha a orelha. Ver entrevista aqui.
“O Sacana do Espanhol”
E lembrei-me logo do engº Belmiro de há 15 ou 20 anos. Desde então que não ouvia nem lia nada assim. Nada com este desassombro, com esta naturalidade, com esta capacidade de chamar os bois pelos nomes e... sem mostrar uma pontinha sequer de medo de sair do”habitual” ou daquele ridículo que ainda parece assustar toda a gente neste “sítio cada vez mais mal frequentado”, como diz o ARF.
O engº Belmiro, eu conhecia-o bem e calculava com antecipação o que ele iria fazer/dizer em certas situações. Não é o caso deste entrevistado de ontem. Não o conheço e nunca o cumprimentei sequer. Por isso, a surpresa. Muito positiva e intrigante. De onde sai e como aparece, nesta paisagem empresarial e política portuguesa dominada pelos salamaleques, um homem que referindo-se ao seu sócio, diz “o sacana do espanhol” e que confessa que até lhe chamou “filho da puta”, numa certa situação?
. O engº Belmiro tinha subido a vida a pulso desde a casinha dos seus pais nos arredores do Marco até Harvard. Aquilo que os ‘senhores doutores’ (a entourage de Balsemão, por exemplo) chamavam “o desbragamento do madeireiro” era, portanto, facilmente explicável. Belmiro tinha aprendido na vida a não ter medo... Mas este? Este, que vem de uma das famílias mais ricas de Portugal e não precisou de subir a vida a pulso, que confessa que aos 20 anos já tinha comprado um ‘Porsche’, seria até normal que se tivesse tornado (como quase todos os outros) um betinho cheio de salamaleques. E, no entanto, surge como o contrário dessa normalidade “habitual”. Que pode explicar isto?
Este mistério fez-me ler a entrevista duas vezes. E lá vem, no meio da “estória”, a explicação. Longos anos nos Estados Unidos, os estudos secundários num colégio dirigido por dois ex-coronéis dos Marines, o marido da mãe também ex-oficial dos Marines que tinha uma filosofia simples de educação “queres ir para a universidade ao sol da Flórida pois vais para o frio de Boston” e que pôs o puto a aprender a vida a partir do escalão mais baixo... Assim se explicava este novo “Engº Belmiro”. Assim, estava desvendado o mistério de Nuno Vasconcellos. Assim se compreende o próprio nome do grupo "OnGoing" - Sempre a andar. Não me espantaria que num gabinete ou sala discreta da sede do grupo se encontre algures a divisa dos Marines: "Semper Fidelis"...
Quando um sociólogo estrangeiro olha para Portugal o que vê?
“Portugal atravessa um dos momentos mais difíceis da sua história que terá que resolver com urgência, sob o perigo de deflagrar crescentes tensões e consequentes convulsões sociais. Importa em primeiro lugar averiguar as causas. Devem-se sobretudo à má aplicação dos dinheiros emprestados pela CE para o esforço de adesão e adaptação às exigências da união. Foi o país onde mais a CE investiu “per capita” e o que menos proveito retirou.
“Não se actualizou, não melhorou as classes laborais, regrediu na qualidade da educação, vendeu ou privatizou mesmo actividades primordiais e património que poderiam hoje ser um sustentáculo.
“Os dinheiros foram encaminhados para auto-estradas, estádios de futebol, constituição de centenas de instituições público-privadas, fundações e institutos, de duvidosa utilidade, auxílios financeiros a empresas que os reverteram em seu exclusivo benefício, pagamento a agricultores para deixarem os campos e aos pescadores para venderem as embarcações, apoios estrategicamente endereçados a elementos ou a próximos deles, nos principais partidos, elevados vencimentos nas classes superiores da administração pública, o tácito desinteresse da Justiça, frente à corrupção galopante e um desinteresse quase total das Finanças no que respeita à cobrança na riqueza, na Banca, na especulação, nos grandes negócios, desenvolvendo, em contrário, uma atenção especialmente persecutória junto dos pequenos comerciantes e população mais pobre.
“A política lusa é um campo escorregadio onde os mais hábeis e corajosos penetram, já que os partidos cada vez mais desacreditados, funcionam essencialmente como agências de emprego que admitem os mais corruptos e incapazes, permitindo que com as alterações governativas permaneçam, transformando-se num enorme peso bruto e parasitário.
“Assim, a monstruosa Função Publica, ao lado da classe dos professores, assessoradas por sindicatos aguerridos, de umas Forças Armadas dispendiosas e caducas, tornaram-se não uma solução, mas um factor de peso nos problemas do país.
“(...) na génese deste beco sem aparente saída, está a impreparação, ou melhor, a ignorância de uma população deixada ao abandono, nesse fulcral e determinante aspecto. Mal preparada nos bancos das escolas, no secundário e nas faculdades, não tem capacidade de decisão, a não ser a que lhe é oferecida pelos órgãos de Comunicação.
“Ora é aqui está o grande problema deste pequeno país; as TVs as Rádios e os Jornais, são na sua totalidade, pertença de privados ligados à alta finança, à industria e comercio, à banca e com infiltrações accionistas de vários países. Ora, é bem de ver que com este caldo, não se pode cozinhar uma alimentação saudável, mas apenas os pratos que o “chefe” recomenda. Daí a estagnação que tem sido cómoda para a crescente distância entre ricos e pobres.
“A RTP, a estação que agora engloba a Rádio e TV oficiais, está dominada por elementos dos dois partidos principais, com notório assento dos sociais-democratas e populares, especialistas em silenciar posições esclarecedoras e calar quem levanta o mínimo problema ou dúvida. A selecção dos gestores, dos directores e dos principais jornalistas é feita exclusivamente por via partidária. Os jovens jornalistas, são condicionados pelos problemas já descritos e ainda pelos contratos a prazo determinantes para o posto de trabalho enquanto, o afastamento dos jornalistas seniores, a quem é mais difícil formatar o processo a pôr em prática, está a chegar ao fim. A deserção destes, foi notória.
“Não há um único meio ao alcance das pessoas mais esclarecidas e por isso, “non gratas” pelo establishment, onde possam dar luz a novas ideias e à realidade do seu país, envolto no conveniente manto diáfano que apenas deixa ver os vendedores de ideias já feitas e as cenas recomendáveis para a manutenção da sensação de liberdade e da prática da apregoada democracia. Só uma comunicação não vendida e alienante, pode ajudar a população, a fugir da banca, o cancro endémico de que padece, a exigir uma justiça mais célere e justa, umas finanças atentas e cumpridoras, enfim, a ganhar consciência e lucidez sobre os seus desígnios”.
Foi isto que o sociólogo francês Jacques Amaury viu quando observou Portugal:
1. O desbaratamento dos dinheiros europeus (e vá lá não desenterra a velha escandaleira FSE);
2. Uma banca que é “o cancro endémico”
3. A monstruosa Função Publica, factor de peso nos problemas do país;
Os EUA estão “num momento de transição”, diz Barack Obama na sua introdução às prioridades da Defesa americana para o século XXI, cujo objectivo é manter a liderança global. Pacífico e Ásia são definidos como prioridade. Cortes são anunciados mas, tudo o indica, atrás destes cortes esconde-se uma nova revolução tecnológica, capaz de quebrar a espiral de custos do equipamento e mesmo de baixar bastante esses custos, sem perdas de eficácia e mesmo com substanciais ganhos... Continua aqui, no "Inteligência Económica".
Depois do que se lê aqui, no 'Inteligência Económica', fica-se com vontade de fazer umas perguntas urgentes a certos senhores e fica-se sem saber se rir ou se chorar...
A Sanidade Mental dos Políticos ou a proibição de fumar e a obrigação das noivas levarem cuecas
12/01/2012
Os deputados deviam apresentar um certificado de sanidade mental, para se poderem candidatar. Tal como os membros do governo. Na ausência desse certificado, certas atitudes deixam-nos na dúvida…
Há dias, gente do governo português começou a sugerir dar um aperto na recente “lei do tabaco”, para a colocar a par dos “países mais avançados” (a expressão revela o complexo de parente pobre provinciano que essa gente tem em relação a um qualquer ‘estrangeiro’ rico). Ao mesmo tempo, um deputado brasileiro congemina uma proposta de lei para tornar obrigatório o uso, pelas noivas, debaixo do vestido, de… cuecas!
A paranóia reguladora da vida individual atinge um grau tal que a sua tradução política só se torna possível pelo totalitarismo. Essa gente diz-se toda animada de “boas intenções” e querem velar pela nossa saúde e pela nossa moral. Ou seja, querem impor-nos o que eles acham que é “saúde” e “moral”. Problema: ninguém os elegeu para isso e a Democracia não permite esse esmagamento do Indivíduo. Portanto, lá chegamos, pelas “boas intenções” ao inferno do totalitarismo! Quem disse que Orwell tinha exagerado no seu “1984”?
. Para rir (enquanto não é proíbido ou, pelo menos, regulamentado):
Proposta de lei quer banir as noivas sem cuecas
Um deputado brasileiro apresentou uma proposta para banir do altar noivas supersticiosas que acreditam que não usar cuecas no casamento traz sorte ao matrimónio.
Ozias Zizi alega que há um número crescente de mulheres na sua cidade Natal de Vila Velha que aparecem no altar sem nada debaixo do vestido de casamento.
Zizi explica que estas noivas acreditam que não usar cuecas no altar da igreja será positivo para a saúde do matrimónio, reporta o Daily Telegraph.
O membro do Partido Republicano brasileiro diz que a sua lei, que também impõe limites aos decotes das noivas, poderá poupar embaraço aos membros da igreja.
«Muitas mulheres acreditam que se não usarem cuecas no casamento, as suas núpcias serão asseguradas por mais tempo», explicou Ozias Zizi.
«A pessoa, de facto, pode casar-se de que forma quiser, mas no momento em que se entra num local sagrado, deve mostrar respeito. Não usar cuecas não pode ser», argumentou.
Quem considerou a proposta «ridícula» foi um pastor que conduz casamentos naquela localidade.
«Seria absurdo tentar fiscalizar que noivas estão ou não a usar cuecas», sublinhou.
Face a isto, o Claro foi há procura deste fenómeno dos moralistas da treta e da lei seca. E encontrou-o. Como se prova pelas fotos abaixo.
Ok... Esta pode casar.
Dúvida metódica... velho exercício da prática filosófica muito recomendado pelo velho Descartes.
A Profecia do Cisne Negro,
na 'art deco' de Louis Icart
A Leda Europa bem que tinha outros cenários possíveis, mas deixou-se ir ao encontro do Cisne Negro, como em seu tempo profetizara um homem da 'art deco', Louis Icart. Muitos outros cenários se lhe ofereciam, com belos cisnes brancos, como aqui se pode ver e de que se registam alguns exemplos (interditos a menores de 18).
A ‘escola’ de guerra económica da Alemanha já vem de longe
Não seria pior se alguém por cá (neste sítio plantado à beira mar mas encalhado nos baixios da nacional-cretinice) dedicasse umas tardes de sábado a trabalhar as décadas de literatura alemã sobre a matéria "Europa" e a visão económica alemã da “Europa”... Há bom material para isso, desde o início do século XX, pelo menos, como se mostra aqui com a análise da obra fundadora da ‘escola’ de guerra económica da Alemanha. Uma ‘escola’ que, como se vê, já vem de longe...
‘Le plan de guerre commerciale de l’Allemagne’, de Stefan Herzog, Ingénieur Conseil Allemand,traite du plan de guerre commercial élaboré par l’Allemagne au début du 20ème siècle. Il fut traduit par un français, Antoine de Tarlé, qui dans sa préface écrivait : «Ce livre présentait les projets allemands pour entreprendre une lutte économique destinée à leur assurer la maîtrise commerciale du monde.Herbert Hoover qui fut Président des Etats-Unis reconnaissait dans l’introduction de l’édition américaine que l’auteur «… expose des plans ingénieux [...] ce livre doit nous servir d’avertissement…» Contrairement à la France qui n’a pas su comprendre le danger que représentait cet ouvrage, l’Amérique après l’avoir analysé a su le mettre en pratique en s’appuyant également sur les discours de Monroe (1823) et de Théodore Roosevelt (1904). L’ouvrage fut publié en Allemagne en 1915...
Parce que le décryptage du présent se nourrit toujours d’une méditation approfondie de l’histoire, et donc des œuvres intellectuelles du passé, le retour sur quelques grands textes fondateurs se révèle systématiquement utile. A cet égard, Le plan de guerre commerciale de l’Allemagne, publié en 1915 par Stefan Herzog, demeure une analyse digne du plus grand intérêt. Certains ouvrages semblent – malgré eux – s’évertuer à démontrer l’improbable loi selon laquelle un succès d’édition est inversement proportionnel à son importance historique. C’est du moins ce qu’inspire le bref destin de l’ouvrage de stefan Herzog, paru en 1915 à Zürich pendant la Grande Guerre, intitulé Le plan de guerre commerciale de l’Allemagne. Ce livre est fondateur à plus d’un titre. . . Pour la première fois, les règles d’une certaine forme de guerre économique opposant les principales puissances européennes dès la fin du XIXème siècle furent clairement édictées (sous la forme d’une stratégie globale qu’il serait naïf et dangereux d’ignorer). « Tout commerce est une guerre » écrit l’auteur, ce qui l’amène logiquement à concevoir, pour paraphraser Clausewitz, que le commerce est la continuation de la guerre par d’autres moyens. Dit autrement, c’est la notion de paix qui s’en trouve singulièrement circonscrite et relativisée. Les nations et les alliances sont en état de guerre permanent, et même les neutres doivent être, à leur insu, utilisés pour conquérir de nouveaux marchés. . Le contexte de la parution du livre est à bien des égards très éclairant. En 1915, les belligérants entament leur deuxième année de guerre. Les espoirs d’une victoire rapide se sont évanouis de part et d’autre. La réalité d’une guerre longue, exigeant un effort de rationalisation du ravitaillement, s’est peu à peu imposée, et les Etats se trouvent subitement dans l’obligation d’intervenir directement pour organiser la mise en place d’une économie de guerre. . Dans leur sillage, divers organismes font leur apparition. En Allemagne, W.Rathenau dirige le Service des matières premières stratégiques (Kriegsrohstoffabteilung), créé dès le 13 Août 1914 sous l’égide du ministère de la Guerre pour faire face au blocus de l’Entente. Son but est de contrôler les prix et d’organiser la répartition des matières premières entre les différentes branches industrielles. Ce rôle nouveau de l’Etat est pour l’auteur une révélation. «La guerre a créé des conditions nouvelles qui détermineront dans l’avenir le commerce d’exportation de l’Allemagne » prévient-il dès la préface. . Désormais, à l’image des Etats-majors, l’Etat doit se muer en stratège des conquêtes commerciales à venir. A aucun moment Herzog ne doute de la victoire finale de l’Allemagne. Il prend néanmoins en considération l’état probable des opinions publiques nationales, hostiles à l’Allemagne. Dans ces conditions, tout sera bon pour déjouer les réticences à l’importation de produits allemands : de la propagande au camouflage des marques en passant par le dumping, la protection des brevets, les fonds de garantie et l’enrôlement des diplomates dans des formes feutrées d’espionnage industriel…
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En somme, l’auteur explorait toutes les dimensions du nouveau conflit protéiforme, en posant au passage les fondements d’un véritable machiavélisme économique (pourvu qu’il serve les intérêts allemands, aucun moyen n’était a priori écarté, pas même le non respect des traités). . Cet aspect de l’ouvrage en particulier n’a pas laissé indifférents les traducteurs américains du texte d’Herzog. Ils furent d’ailleurs les premiers à prendre conscience de l’importance du livre et publièrent dès 1918 une traduction anglaise (avant même la fin des hostilités). Parmi eux figurait le futur président républicain Herbert Hoover, qui était à l’époque en charge de l’US Food Administration, organisme clé de la suprématie matérielle des Alliés.
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Dans son introduction à la démonstration d’Herzog, le jugement moral face à la déloyauté allemande, l’effroi face au projet de mobilisation militaire de l’ensemble de la société allemande – si contraire au libéralisme américain d’alors –, le disputaient à l’analyse lucide de la fécondité de propositions aussi audacieuses. En 1918, les Etats-Unis prennent conscience de leur nouveau statut économique mondial, et les mesures préconisées par Herzog vont trouver dans le Nouveau Monde une terre propice à leurs plus belles floraisons.
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La réception américaine du premier ouvrage théorique sur la notion de guerre économique, élevée ainsi au rang de préoccupation majeure de l’Etat fédéral, n’eut hélas pas d’équivalent en France. La version anglaise fut pourtant très tôt repérée par A. de Tarlé, son traducteur (avant qu’il n’ait entre les mains la version allemande), alors secrétaire général de la chambre de commerce de Lyon. Dès avant la guerre, Tarlé était au fait des ambitions commerciales de l’Allemagne. Lui aussi comprit l’importance capitale du livre d’Herzog.
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Pourtant, son analyse resta prisonnière du contexte français de l’après-guerre (l’ouvrage est publié en 1919 chez Payot). Tarlé y voyait la confirmation de ses craintes antérieures, et une justification supplémentaire à la nécessité d’écraser économiquement l’Allemagne par le biais du traité de Versailles.
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S’il proposait, à la fin de sa préface, de « retourner contre elle [l’Allemagne] les conditions qu’elle prétendait nous imposer », il ne se départit cependant pas d’une vision défensive : « Instruits par les Allemands eux-mêmes des moyens qu’ils comptaient employer dans la lutte, écrivait-il, nous sommes bien armés pour les combattre et, si déloyaux que soient leurs procédés, nous n’avons plus à les redouter, du moment que nous les connaissons ».
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Dans l’aveuglement d’une victoire pourtant chèrement payée, la réception française de l’ouvrage se borne à préconiser l’édification d’une ligne Maginot économique, loin des nouvelles voies proposées par Herzog, qui eussent jetées en France les bases de l’intelligence économique. Outre-Atlantique, au contraire, le message fut promptement assimilé, et nul doute que nous payons aujourd’hui encore des erreurs d’appréciation datant bientôt d’un siècle…
A Europa perdeu a sua preponderância (também) no mercado dos vinhos, na segunda metade do século XX. Neste início do século XXI - e muito embora os portugueses não o tenham ainda percebido e continuem a fazer como "habitualmente", segundo o princípio salazarento, o mercado global do vinho é outro e muito diferente do que era. E a merecer um bom trabalho (não confundir, por favor, com um "estudo"...) de Inteligência Económica. Além da Califórnia, novas e fortes potências surgiram a sul do Equador: África do Sul, Austrália e, sobretudo, o Chile. Chile de onde chega este tinto, da casta cabarnet sauvignon, uma grande reserva que dá gosto beber: o Cona! Parece que a colheita de 2010, que chegou agora ao mercado, foi um grande sucesso. Ainda não a provei, mas há tempo...
A bolsa de Shangai teve em 2011 uma péssima performance e a queda do preço do imobiliário, em Pequim, vai nos 35%... Péssimos sinais. Pior que a crise do euro seria a crise da China em 2012.
BURACO NEGRO. Entrar em 2012 é entrar num ‘buraco negro’: nada se sabe do que vamos encontrar à saída e nem sequer onde sairemos. Sabemos apenas que é o ano do ‘grande trambolhão’, que os cenários de colapso são vários, que famílias e empresas vão sofrer como nunca e que os executivos se preparam para o pior. Sabemos ainda que só uma estratégia inteligente (para além desta Europa doente) nos pode levar desta sangria de ‘cortes’ a um novo crescimento. E sabemos que os políticos se mostram incapazes de a elaborar... Daí o ‘buraco negro’.
AMEAÇA NUCLEAR.
‘Tempo de atacar o Irão’, título de ensaio, na próxima ‘Foreign Affairs’, a defender que ‘um bem preparado ataque ao Irão pode poupar o mundo a uma ameaça inaceitável".
2012: QUE FAZER?
Conselho de especialistas: passe as poupanças em moeda a riqueza real: "ouro e prata em barras, propriedades produtivas e alguns negócios fortemente geradores de cash"... Uma tríade que revela o emergir de novas tendências.
A situação é péssima... Tanto a global como a local. Numa guerra global lançada soezmente pelos mercados contra os Estados soberanos, nós, Portugueses, estamos a cair de Estado falido para Estado falhado. Será, tudo o indica, em 2012... Welcome to the Jungle! Porque estamos nas "Boas Festas", há que dizê-lo com música. E óptima!
Na “A22, uma caixa de fibra óptica foi vandalizada”... E assim começou, em Portugal, o admirável mundo novo do ‘Systems Disruption’.
Diz a Lusa, às primeiras horas de hoje, domingo, que na “A22, uma caixa de fibra óptica foi vandalizada”. Por esta caixa, explica a notícia, passam os cabos de fibra óptica para os pórticos da A22, no Algarve. A “vandalização” ocorreu no sábado (a hora não é referida), na zona de Boliqueime. A caixa alvo de vandalismo existe para proporcionar a passagem da fibra ótica para os pórticos que fazem as leituras de passagem de veículos, está localizada fora da auto-estrada. O acesso à caixa é feito sem necessidade de entrar na via e existem várias caixas idênticas ao longo da estrada. Foram chamadas ao local a GNR e a Polícia Judiciária, explicou à agência Lusa fonte da Protecção Civil Portuguesa, que salientou ter a Euroscut chamodo as autoridades para se proceder a uma investigação.
É uma notícia muito, mas mesmo muito, interessante. Vejamos as duas razões de tanto interesse:
· A segunda razão prende-se com uma curiosa frase da notícia: “O acesso à caixa é feito sem necessidade de entrar na via e existem várias caixas idênticas ao longo da estrada...” . Perceberam a beleza que oferecem, a quem queira, as tácticas dessa estratégia de ‘systems disruption’? As euroscuts deste mundo podem chamar todas as autoridades que queiram para proceder a investigações... Nunca, porém, conseguirão securizar o sistema sobre o qual trabalham...
No Algarve, uma qualquer Pandora abriu a sua caixa... Bem-vindos ao admirável mundo novo de‘systems disruption’ das sociedades de funcionamento baseado em redes.
Um texto de John Robb, datado de 03 November 2009, sobre
BASIC SYSTEMS DISRUPTION
Here's a simple overview of what is increasingly becoming the dominant method of offensive warfare in the 21st Century. Early applications of this methodology to modern conflict have been very successful. In short, it's better to understand its dynamics than to assume it doesn't exist.
There are two basic types of systems disruption:
Social. Disruption of social networks. Division of the network into non-cooperative or openly antagonistic centers of gravity.
Physical. The disruption of physical networks, particularly infrastructure.
System disruption leverages network structure and dynamics to turn small attacks into large events. Selection of the best point to attack is based on an analysis of the network's design and flows. The term to describe this point is: the systempunkt. Essentially, the systempunkt is the point in the network, that if attacked, will yield the maximal possible impact.
Systems disrupters typically prioritize attacks based on the potential of the following:
Self-reinforcing failures. Those failures that generate feedback loops that keep the system from returning to the status quo ante (the former equilibrium point).
Systempunkts typically fall into the following categories:
Highly connected nodes (particularly useful in scale free network designs).
Sources of systemic flow.
Cross sub-network or cluster connections.
Repetitive systems disruption yields better results than singular large events since it impacts decision making processes of those impacted (disruption tax).
Systems disruption is superior to traditional methods of attack due to the following:
It is effective at delegitimizing governments. Service availability is a key political good.
It produces minimal public backlash and is likely to generate co-operative entities.
It is easy to recruit for (few skills and very little, if any combat required), usually results in low casualties and few arrests, and requires nearly zero (financing, equipment, and personnel) to accomplish.
Open source warfare, a set of autonomous groups engaged in coopetition to achieve an amorphous promise/goal, works extremely well with systems disruption due to the following:
Rapid discovery of systempunkts across a variety of target systems/networks via tinkering networksand stigmergic processes of cross network communication.
Increased chance of repetitive attacks due to a multiplicity of groups.
Self-reinforcing dynamics. Systems disruption gives rise to groups that can profit or exploit the dynamic. These groups in turn disrupt systems to perpetuate their survival and thereby give rise to yet more groups.
Market dynamics and systems disruption can become mutually reinforcing processes. The precise dynamics of this connection are still amorphous and ill defined. However, practice shows that this cross connection can be leveraged to achieve coercive results.
Most target networks are designed to maximize efficiency. This design constraint yields configurations that are particularly vulnerable to systemic disruption. Further, globalization (due to network integration, tight coupling, and network complexity) have made systems disruption applicable to nearly every corner of the globe.
Urban environments are particularly vulnerable to systems disruption due to the extreme concentration and cross connections of the networks required to sustain high population densities. As a result, urban takedownsare possible if not probable.
The high levels of amplification and potential reach of system disruption allows participants in a local conflict to attack regional and global foes with minimal effort.
Systems disruption can generate results(damage) that if measured in a return on investment (the damage caused divided by the cost of the attack) that exceed one million percent.
The long term trend toward individual superempowerment-- the leverage gained by individuals due to network access and new tools -- is made dangerous due to an ability to accomplish systems disruption.
Posted by John Robb on Tuesday, 03 November 2009 at 10:52 AM | Permalink
A Grande Malandrice de Serge Gainsbourg Cantada por France Gall
"the most daring song of the century"
A pequena, diz ela, era tão ingénua que nem percebia o que cantava... Mas o público percebia bem e, na tradição da malandrice francesa, a canção foi o maior êxito da carreira de France Gall. Claro que o grande malandro do Gainsbourg se fartou de gozar com a coisa e não se sabe com quem mais (embora se possa supor que tenha dado umas explicações práticas à ingénua cantora sobre "le sucre à l'anis qui coule dans la gorge"...).
A Wikipedia regista: Les Sucettes est une chansonde 1966, écrite par Serge Gainsbourgpour être interprétée par France Gall, principalement connue pour avoir deux niveaux de lecture : décrivant au premier degré une fillette aimant les sucettes, il s'agit en fait de la description implicited'une fellation1.
La chanson commence par la phrase « Annie aime les sucettes, les sucettes à l'anis ». D'un bout à l'autre, le texte possède deux niveaux de lecture. Le premier, anodin, décrit une fillette aimant les sucreries. Le second est la description d'une fellation. On note en particulier le sucre d'orge qui « coule dans la gorge d'Annie » (référence à l'éjaculation) et le fait qu'elle paye ses sucettes en pennies(dont la prononciation est proche de pénis).
La chanson, notamment mise en image par Jean-Christophe Avertydans l'émission télévisée Au risque de vous plaire de 1966ne montre que des sucettesde forme allongée (alors qu'il en existe également des rondes, par exemple) et on voit des femmes d'âge mûr sucer des sucettes avec des regards aguicheurs.
Ce caractère provocateur était renforcé par le fait que l'interprète, qui avait 18 ans à l'époque, en paraissait moins.
Serge Gainsbourg revendiqua ce double sens, notamment lors de son interview par Denise Glaserdans le magazine télévisé musical et dominical Discoramadu 13mars1966 :
« — Denise Glaser : Maintenant c’est vous qui leur2fabriquez des sucettes. C’est même vous l’usine à sucettes.
— Serge Gainsbourg : Ah ! Mais elles sont au gingembre, mes sucettes… »
Les chansons provocatrices deviendront l'une des composantes de son « image de marque » (par exemple Lemon Incest). France Gall quant à elle interpréta la chanson en toute innocence, s'en tenant à la lecture au premier degré3.
En 1968, France Gall était longuement interviewée par l’éditeur Philippe Constantin4 :
« — Philippe Constantin : Le problème de l’interprète est important. Les Sucettes par Gainsbourg, ce sera forcément moins bon que par France Gall. Le message sera transmis par un érotomane notoire et le décalage saisissant entre la blonde innocence de l’interprète et le contenu de la chanson disparaissant, le résultat sera plus anodin. Comme disait Klossowski, Sade ne serait plus Sade s’il avait utilisé le langage de Bossuet dans ses descriptions.
— France Gall : Je l’ai enregistrée très, très, très innocemment. Contrairement à ce qu’on a pu dire. Je suis partie au Japon pendant que le disque sortait à Paris. Les programmateurs de radio ont hurlé : « Elle est complètement folle, elle va se ridiculiser ». Moi, je n’en savais rien. Et quand je suis revenue, je n’osais plus sortir de chez moi. Je n’osais plus faire de radio, plus de télé.
— Philippe Constantin : Vous voulez dire que vous n’aviez aucune idée du contenu réel de cette chanson ?
— France Gall : Absolument, oui. Mon impresario, le coquin, le savait très bien. Mais il n’en a jamais rien dit. De toute façon, le public l’a prise lui aussi comme une chanson pour enfant.
— Philippe Constantin : Mais maintenant que vous savez, comment la chantez-vous ?
— France Gall : Mais exactement pareil, sans changer quoi que ce soit à mes intonations. Les mêmes mimiques, ce que je fais avec mes yeux… maintenant je sais… bon, d’accord. »
Pour entretenir la légende et le côté sulfureux de l’affaire, Serge Gainsbourg se plaisait à raconter l’histoire suivante. Un journaliste aurait demandé à France Gall :
« Pourquoi ne chantez-vous plus Les Sucettes ? »
Elle aurait répondu ce que Gainsbourg qualifiait de « mot admirable » :
« Ce n’est plus de mon âge. »
Or, dans l’émission À vos souhaits de France Interdu 30mars1976, voici question et réponse authentiques enregistrées5 :
« — Que pense France de ses anciens succès, tels que Charlemagne ou Les Sucettes ?
— Ce n’est plus de mon âge, Charlemagne, en tout cas. »
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"Les Sucettes" ("Lollipops") is a Frenchpop song written by Serge Gainsbourg and recorded by France Gall in 1966. One of Gall's biggest hits, it was an unusually risqué song for its time, but in performing it she was unaware of the fact.
"Les Sucettes" was, on the surface, a pleasant children's song about a girl who likes aniseed-flavoured lollipops. But Gainsbourg's lyric was full of playful double meanings referring to oral sex, which Gall, aged 18, simply did not understand.[1] She was filmed singing "Les Sucettes" for television programs, with actions and props playing on the sexual references. By Gall's account she did not realize until later why the filming attracted so many visitors to the set.[2]
She was extremely upset upon finally learning the truth about the song's double meaning--"mortified, hiding herself away for weeks, refusing to face anyone".[3] Gall said that she had sung Gainsbourg's songs "with an innocence of which I'm proud. I was pained to then learn that he had turned the situation to his advantage, mocking me."[4] In a 2001 television interview, Gall said that she felt "betrayed by the adults around me."[2]
Despite its commercial success, "Les Sucettes" led to the breakup of the successful partnership between Gainsbourg and Gall and caused Gall, throughout her later life, to turn her back on the Gainsbourg period and most of the songs he wrote for her, which included her Eurovision Song Contest 1965 hit, "Poupée de cire, poupée de son".
Much of the song's appeal was due to the fact that it was sung, unknowingly, by a young innocent girl. Gainsbourg called it "the most daring song of the century" in an interview in the magazine Rock and Folk.[3]
A falta de tempo é uma das piores pragas destes nossos dias. Há trinta coisas na agenda e só conseguimos encaixar no tempo menos de metade delas. E não há aqui hierarquia de prioridades que nos valha. O que se perde está mesmo perdido. Depois lamenta-se ou considera-se que já não vale a pena lamentar. "Para a próxima, não posso perder...". Mas a "próxima" já é muito diferente. E assim perdi o lançamento do último livro do meu velho amigo José Adelino Maltez, o "Abecedário Simbiótico". Nada posso dizer sobre a obra pois ainda tão pouco tive umas horas para tomar contacto com ela... Mas acontecerá ainda antes do fim do ano, aproveitando o "abrandamento" pelo Natal/Ano Novo. Não pude estar, portanto, ontem no lançamento, mas sensibilizado agradeço o convite. Obrigado, Zé, com um grande abraço. E até breve.
“Não falando em que, além da organização ou ordenação económica da Europa, há muitas outras coisas de tanto ou maior valor – a independência, a personalidade nacional, a cultura, a liberdade, a religião – e restringindo-nos apenas ao plano económico, eu tenho muito receio de que esta nova Europa não seja mais do que a exploração organizada dos países agrícolas pelos países super-industrializados, na hipótese, principalmente, a Alemanha.”
Salazar, em carta ao ultraconservador suíço Gonzague de Reynold, em Setembro de 1941, citado por Ribeiro de Meneses.
Nota, à laia de conclusão:
70 anos depois, apenas muda o ar do tempo, a história repete-se. Aliás, já nessa altura se repetia, para o perceber basta consultar a literatura alemã de “guerra comercial” por volta dos anos 10 do século XX, no período que antecede a I Guerra Mundial. Registe-se ainda que a simpatia de Salazar pelos nazis não lhe obnubilava totalmente o olhar... Do olhar dos pobres governantes actuais não se pode dizer nada, coitados!
Ver:
SiegfriedHerzog, “Le plan de guerre commercialede l'Allemagne”, Paris, Payot, 1919 (publié en Allemagne en 1914 et traduit par le futur président des Etats-Unis H. Hoover dès 1915, objet d’une réédition aux éditions Lavauzelle en septembre 2002).
LUCAS D. et TIFFREAU A, Guerre économique et information, Paris, Ellipse, 2001
VOLKOFF V., La désinformation arme de Guerre, Paris Flammarion, 1991
Correndo o risco de ser politicamente incorrecto, o Claro mantém a tradição de desejar um Óptimo Natal! E para tornar a mensagem mais inesquecível, pedimos a esta enviada muito especial que é a Doutzen Kroes que se encarregasse de proceder à entrega da mensagem. E veja bem como ela tomou a coisa a peito... Que endiabrada mensageira! Como ela diz - e aqui no Claro estamos totalmente em sintonia - "All I Want For Christmas Is You". Óptimo Solstício de Inverno, Óptimo Natal!
O 'caso DSK' foi, desde o início visto, aqui no Claro, como um caso de guerra de informação, com o objectivo de criar graves embaraços ou mesmo liquidar Dominique Strauss-Kahn, então, 'patrão' do FMI e um candidato visto como vencedor antecipado das próximas presidenciais francesas. Vimos assim o caso porque ele apreentava todos os ingredientes próprios de uma receita de guerra de informação. E parece, agora, que não nos enganámos... Felizmente, ainda há jornalistas como o americano Edward Epstein que não vêem apenas o que lhes agitam diante dos olhos. E também sabem investigar...
DSK: l'appel à la police également diffusé (vidéo)
Edward Epstein, le journaliste américain qui a relancé les interrogations sur l'affaire DSK à New York a diffusé jeudi, intégralement, sur YouTube, l'enregistrement du coup de téléphone que la sécurité de l'hôtel Sofitel a passé à la police pour leur signaler les faits.
Cet appel a été passé le 14 mai dernier, peu après l'agression présumée de la femme de chambre de l'hôtel, Nafissatou Diallo.
L'enregistrement dure 4 minutes 27. On y entend Adrian Branch, un agent de sécurité de l'hôtel, expliquer à une femme du 911, le service d'urgence américain, qu'une femme de chambre de l'hôtel a été "agressée sexuellement".
"Je veux vous rapporter une agression sexuelle", dit l'agent de sécurité à la femme. "C'est l'une de nos femmes de chambre, elle a été agressée par un de nos clients (...) il y a 30 ou 40 minutes", ajoute l'agent.
La femme lui demande: "Est-ce que vous savez qui est ce client?". L'agent répond: "Oui. Je n'ai pas forcément la liberté de vous le dire". La femme lui dit alors: "Vous direz ça à la police".
Le nom de Dominique Strauss-Kahn n'est ainsi pas évoqué au cours de cette conversation. L'agent parle toujours du "client". "Le client a réglé sa note (et quitté l'hôtel) juste après l'agression", dit-il ainsi.
Pendant l'échange, la femme du 911 demande à plusieurs reprises à l'agent de sécurité si la victime a besoin d'être prise en charge médicalement mais Adrian Branch lui répond: "Elle n'est pas gravement blessée". (belga)
John Robb pede emprestada a Nassim Taleb (o de "o Cisne Negro") a sua parábola do perú feliz para demonstrar a impossibilidade de confiar num sistema financeiro que "is about to turn deadly". Com humor, John recomenda que "cut/paste and forward it to any/all of the happy Turkey's you know". Done, John.
The parable of the happy Turkey. Cut/paste and forward it to any/all of the happy Turkey's you know. It's kind of blunt, but it gets across an important point.
In the morning, a nice man comes for a visit.
He puts food in your bowl.
The food is fresh and tasty.
The food is always in plentiful supply.
At night there's a warm place to sleep.
The next day, the process is repeated. The nice man visits, he feeds you, and you sleep comfortably. It repeats day after day.
You think: everything is right with the world. How could anything possibly go wrong? In fact, the only thing I really have to fear is getting hit by lightening when it rains or a the rare chance a fox might get under the wire and into the coop (which very seldom happens). The Turkeys that worry about this are pessimists.
One day, the nice man arrives.
The nice man grabs you.
He lays you across a stump, your neck exposed.
He raises an axe and cuts off your head.
This parable is courtesy of my compatriot, the philosopher of risk, Nassim Taleb (author of The Black Swan). He uses it to demonstrate how estimates of financial risk are fatally biased. How? Almost all financial companies and funds, from the idiot savants at Goldman Sachs on down, don't have data over a long enough time period (typically only decades) to calculate real estimates of risk. Looked at another way; they can't account for any of the potential events that occur outside the narrow window of observation we've experienced so far. So, in almost all cases, the chance that the price will go to zero on any financial instrument is MUCH higher than any of the published estimates of risk commonly used to make financial decisions.
I think this parable can also be used in another way. It can demonstrate how people are unwilling to think through their vulnerabilities (why am I in a cage?) and dependencies (why is the nice man the only way I get my food?) until it's too late to do anything about it. In fact, they can't see anything wrong with it, even when there are signs that the entire system that cared for them is about to turn deadly.
E, last but not least, o esfíngico Presidente Costa Gomes
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Todos a agir articuladamente e num ambiente político maioritário de recusa das tentativas de imposição de formas totalitárias e ditatoriais de poder político e com a ajuda de milhares de civis que já tinham mostrado ao lado de Mário Soares, em Julho na Fonte Luminosa, ao que estavam dispostos...
Aliaa Maghda El-Mahdy: Blogger feminista
desafia a misoginia e hipocrisia islamistas
Aliaa Maghda El-Mahdy, 20 anos, egípcia, blogger, militante dos direitos das mulheres (num mundo em que nem o direito de mostrar a cara elas têm...) e sem outros meios de luta que os do seu computador, fez um brilhante desafio à misogenia e hipocrisia sexual islamista dominante: pousou nua, para a sua câmara e publicou a foto no seu blog. Twitter e net deram imediatamente uma dimensão gigante ao protesto de El-Mahdy (fazendo chegar a todo o lado a mensagem da jovem) e os grandes media ocidentais não puderam deixar de a ir ouvir e falar da sua luta: o Guardian dá-lhe destaque, a CNN entrevistou-a e todos os blogs preocupados com os direitos humanos, a luta das mulheres por uma existência própria e a situação no Médio Oriente lhe oferecem o seu espaço. Como já alguém avisou“in a culture that believes the devil’s lure and the route to hell lie in the naked face and eyes of a woman, stark nudity could very well be a revolutionary cry and a suicidal choice.”Aliaa Maghda El-Mahdy tem uma coragem extraordinária mas precisa precisa também de extraoprdinário apoio para não ser mais vítima fatal do que denuncia...
The Guardian: Egypt's naked blogger is a bomb aimed at the patriarchs in our minds
By posing naked, Aliaa Mahdy has brilliantly challenged the misogyny and sexual hypocrisy of Egypt's leaders
The blog of 20-year-old Egyptian blogger Aliaa Mahdy Photograph: Aliaa Mahdy
When a woman is the sum total of her headscarf and hymen – that is, what's on her head and what is between her legs – then nakedness and sex become weapons of political resistance. You can witness how nudity sears through layers of hypocrisy and repression by following Aliaa Mahdy, a 20-year-old Egyptian who lit the fuse of that double-H bomb when she posted a nude photograph of herself on her blog last week.
It was in Egypt, after all, that the ruling military junta stripped women of both headscarves (detained female activists were made to strip) and hymens when it subjected them to "virginity tests" last March, by which a soldier inserted two fingers into their vaginal opening. What are the military's "virginity tests", but a cheap tactic to humiliate and silence? When sexual assault parades as a test of the "honour" of virginity, then posing in your parents' home in nothing but stockings, red shoes and a red hair clip is an attack towards all patriarchs out there.
Supporters and detractors quickly lined up to comment on her blog, where the counter for pageviews outpaces a pendulum many times over. Far from the immature naïf some have tried to paint her as being, Mahdy knows exactly where it hurts – and kicks. She wrote:
"Put on trial the artists' models who posed nude for art schools until the early 70s, hide the art books and destroy the nude statues of antiquity, then undress and stand before a mirror and burn your bodies that you despise to forever rid yourselves of your sexual hangups before you direct your humiliation and chauvinism and dare to try to deny me my freedom of expression".
She might have been born 10 years into Hosni Mubarak's rule, but Mahdy understands the way personal freedoms have steadily shrunk in Egypt. The double whammy of military rule – in place since 1952 – along with the growing influence of Islamism, ensured that. Mubarak would fill jails with Islamists, but would fight their ideas not by giving civil and personal liberties room to express themselves, but through conservative clerics employed by the state. When the only two sides fighting are conservative – even if one of them is just conservative in appearance – then everyone loses. And women don't just lose; they're also used as cheap ammunition.
Witness the ultra-conservative Salafi party's use of female candidates on their list: it looks good when you have female candidates; you can tell the feminists who decry your misogynistic ideology to shut up. But the said candidates have no face, and no voice. On election pamphlets, a rose represented one Salafi female candidate – and soon after, the rose was replaced by a picture of the candidate's husband. There are reports that if Salafi women win parliamentary seats, their husbands or a male guardians will speak on their behalf because Salafis consider a woman's voice to be sinful.
While Mahdy's act has been hashtagged (#NudePhotoRevolutionary) and her name tweeted and Facebooked endlessly, others did not receive such attention. Samira Ibrahim, the only one of the women subjected to "virginity tests" who is taking the military to court for sexual assault, has neither a dedicated hashtag nor notoriety. Another woman, Salwa el-Husseini, was the first to reveal what the military did to them, but news reports have said she can't raise a lawsuit because she doesn't have identification papers.
Not only did el-Husseini speak out, she courageously agreed to be filmed at a session of testimonies on military abuses. Again, hardly anyone knows her name, her recorded testimony isn't racking up page views, and she was called a liar and vilified for speaking out. Both women have vehemently maintained they were virgins.
If "good girls" in headscarves who kept their legs together only to be violated by the military speak out and no one listens, what's the message being sent? When the military justified its violations by saying "those girls aren't like your daughter or mine. These were girls who had camped out in tents with male protesters in Tahrir Square", what's the message?
Some in the liberal camp have accused Mahdy of "harming" the revolution by allegedly confirming the stereotypes of revolutionaries that its opponents hold. Shame on them! Why allow those opponents to set the agenda for "good" and "bad". Since when do revolutions allow their conservative opponents to set the agenda?
When Mohammed Bouazizi, fed up with humiliation, repression and poverty, set himself on fire in Tunisia last January, essentially taking state abuse to its logical end, he ignited the revolutionary imagination of the Middle East and north Africa. Aliaa Mahdy, fed up with hypocrisy and sexual repression, undressed. She is the Molotov cocktail thrown at the Mubaraks in our heads – the dictators of our mind – which insists that revolutions cannot succeed without a tidal wave of cultural changes that upend misogyny and sexual hypocrisy.
CNN: Egyptian blogger Aliaa Elmahdy: Why I posed naked
By Mohamed Fadel Fahmy for CNN
November 20, 2011 -- Updated 0326 GMT (1126 HKT)
A crop of the nude photo of Aliaa Magda Elmahdy posted on Twitter and on her blog.
Elmadhy says she posed naked because she is not afraid of being a woman despite harassment in Egypt
She says her Muslim parents want to support her; her father always hated the way she dressed
Elmadhy: I am a believer of every word I say and I am willing to live in danger under the many threats I receive
Cairo, Egypt (CNN) -- Egyptian blogger Aliaa Magda Elmahdy has become a household name in the Middle East and sparked a global uproar after a friend posted a photo of her naked on Twitter.
The photo, which the 20-year-old former student first posted on her blog, shows her naked apart from a pair of thigh-high stockings and some red patent leather shoes.
It was later posted on Twitter with the hashtag #nudephotorevolutionary. The tweet was viewed over a million times, while Elmahdy's followers jumped from a few hundred to more than 14,000.
Her actions have received global media coverage and provoked outrage in Egypt, a conservative Muslim country where most women wear the veil. Many liberals fear that Elmahdy's actions will hurt their prospects in the parliamentary election next week.
I took the photo myself using a timer on my personal camera Aliaa Magda Elmahdy
Elmahdy describes herself as an atheist. She has been living for the past five months with her boyfriend, blogger Kareem Amer, who, in 2006 was sentenced to four years in a maximum security prison for criticizing Islam and defaming former president Hosni Mubarak.
Here she talks exclusively to CNN in Cairo about why she posed nude.
CNN:Why did you post a photo of yourself nude photo on Twitter, and why the red high heels and black stockings?
Elmahdy: After my photo was removed from Facebook, a male friend of mine asked me if he may post it on Twitter. I accepted because I am not shy of being a woman in a society where women are nothing but sex objects harassed on a daily basis by men who know nothing about sex or the importance of a woman.
The photo is an expression of my being and I see the human body as the best artistic representation of that. I took the photo myself using a timer on my personal camera. The powerful colors black and red inspire me.
CNN:Who is Aliaa Elmahdy inside the body portrayed in the nude photo?
Elmahdy: I like being different. I love life, art, photography and expressing my thoughts through writing more than anything. That is why I studied media and hope to take it further to the TV world too so I can expose the truth behind the lies we endure everyday in this world. I don't believe that we must have children only through marriage. It's all about love.
CNN: How have your Egyptian Muslim parents reacted? How do they feel about you living with your boyfriend unmarried?
Elmahdy: I last spoke to them 24 days back. They want to support me and get closer, especially after the photo was released, but they accuse Kareem of manipulating me. He has been my support system and has passed along their text messages to me. I dropped out of AUC (The American University in Cairo where she was a media student) months back after (my parents) attempted to control my life by threatening not to pay the fees.
CNN:The press has labeled you a revolutionary but you were not in Tahrir Square during the 18 days of the revolution in February this year. Is there a political element to you posing nude?
Elmahdy: I was never into politics. I first joined the protests on May 27th because I felt the need to participate and decided I might be able to change the future of Egypt and refused to remain silent. I made it clear that I was not part of April 6th Movement (an Egyptian political group that came to prominence during the revolution) after the rumors were spread by remnants of Mubarak's National Democratic Party who wanted to capitalize on the reaction to the photo.
Most Egyptians are secretive about sex because they are brought up thinking sex is something bad and dirty Aliaa Magda Elmahdy
What shocked me is April 6th's statement clarifying that Aliaa Magda Elmahdy is not part of their organization and how they don't accept "atheism." Where is the democracy and liberalism they preach to the world? They only feed what the public wants to hear for their political ambitions.
CNN: What do you think about the forced virginity tests performed by the Egyptian military on more than a dozen girls arrested in Tahrir Square?
Elmahdy: I consider this rape. Those men in the military who conducted these tests should be punished for allowing this to happen without the consent of the girls in the first place. Instead, the girls walk around feeling the shame and most of them are forced to remain silent.
CNN: Do you practice safe sex in your sexual revolution?
Elmahdy: Most Egyptians are secretive about sex because they are brought up thinking sex is something bad and dirty and there is no mention of it in schools. Sex to the majority is simply a man using a woman with no communication between them and children are just part of an equation. To me, sex is an expression of respect, a passion for love that culminates into sex to please both sides.
I do practice safe sex but I don't take pills because I am against abortion. I enjoyed losing my virginity at the age of 18 with a man I loved who was 40 years older than me. Kareem Amer is the second man and the love of my life. The saying suits us: "Birds of the same feather flock together"
Many women wear the veil just to escape the harassment and be able to walk the streets Aliaa Magda Elmahdy
CNN: How do you see women in the "New Egypt" and will you leave the country if the ongoing revolution fails?
Elmahdy: I am not positive at all unless a social revolution erupts. Women under Islam will always be objects to use at home. The (sexism) against women in Egypt is unreal, but I am not going anywhere and will battle it 'til the end. Many women wear the veil just to escape the harassment and be able to walk the streets. I hate how society labels gays and lesbians as abnormal people. Different is not abnormal!
CNN: What are your future plans with Kareem and will you find it hard to deal with your new notoriety?
Elmahdy: I have discovered who my real friends are, and I have Kareem who loves me passionately. He works as a media monitor and I am currently looking for a job. I embrace the simple things in life and I am a vegetarian ... I am a believer of every word I say and I am willing to live in danger under the many threats I receive in order to obtain the real freedom all Egyptian are fighting and dying for daily.
Naked Israeli women pose for a photograph in Tel Aviv, November 19, 2011, to show solidarity with Egyptian blogger Aliaa Magda Elmahdy, who put naked pictures of herself on the Internet, support free expression and protest against Islamic extremism. The banner reads: "Love With No Boundaries". Picture taken November 19, 2011. Reuters
A notícia está no 'Correio da Manhã', hoje, e é de assinalar. Finalmente, há um político capaz de ver o óbvio e que tem a coragem de o dizer. É, claro, Mário Soares. Mas é lamentável que seja ele o primeiro a dizê-lo, porque isso significa que as gerações de políticos que lhe sucederam (e que tinham a obrigação de ter visto antes dele) têm qualidade inferior. E isso é grave para a sobrevivência (nem falo já da prosperidade...) de Portugal. Mas, pelo que a notícia mostra, Mário Soares foi gentil e deixou-lhes as conclusões a tirar...
De facto, Soares não parece todar dois pontos que são os essenciais: 1. Soares afirma-se "europeísta convicto" mas não diz de que "Europa" e não interpela esta espécie de "Europa pós-democrática" (e muito tecnocrática...) que Berlim impõe. 2. Soares critica a relação de forças mercados-estados-comunicação social mas esquece as responsabilidades das classes políticas que se deslegitimizaram ao inscrever no topo da sua hierarquia de prioridades o apoio aos "banksters" e a um sistema financeiro cujos interesses se tornaram incompatíveis com o "interesse geral" (coisa que a nada suspeita de esquerdismo Stratfor já fez pela voz do seu 'patrão' George Friedman há mais de um ano... tema a que Friedman voltou mais recentemente).
Sobre a conclusão de Soares de que "a democracia pode vir a ser posta em causa", direi que, apesar dos seus 86 anos, Soares se mantem um optimista... É que a democracia já está posta em causa nesta "Europa pós-democrática" e submetida à dialéctica berlinense dita dos "mercados". Os "governos técnicos" de Roma e Atenas são apenas uma manifestação disso mesmo. E está na mão de gregos e italianos (mas não só...) explicarem o que pensam disso...
Portanto, depois deste aviso de Soares, há ainda muito para os restantes políticos dizerem... E, sobretudo, fazerem. Assim, sejam eles capazes.
Mário Soares: democracia "pode vir a ser posta em causa"
O ex-Presidente e líder histórico do PS Mário Soares admite que Portugal nunca viveu "uma crise tão grave como a actual" e alerta que a democracia "pode vir a ser posta em causa".
Li
Sucesso
USA / JOAO RELVAS
Portugal nunca viveu "uma crise tão grave como a actual", admite Mário Soares
Este aviso é deixado no livro "Um político assume-se", uma "espécie de autobiografia política e ideológica", e não memórias, como faz questão de assinalar no prefácio o fundador do PS e presidente da República durante dez anos (1986-1996).
"Estou extremamente preocupado quanto ao futuro do meu país, onde desejo morrer", escreve Mário Soares, 86 anos, no último dos 15 capítulos que compõem o livro, intitulado "E Agora?".
Nunca como antes, escreve, o país viveu "uma crise tão grave", nem estiveram tão em causa as "conquistas sociais" da Revolução dos Cravos: "O Serviço Nacional de Saúde, as pensões sociais, a dignidade do trabalho, a tendencial gratuitidade do ensino". "Tudo isto pode estar em jogo de perder-se, mas também é a própria democracia que pode vir a ser posta em causa, dadas as exigências dos mercados especulativos e desregulados e a dependência que deles tem a comunicação social", alerta.
Mário Soares, um dos fundadores do regime democrático no pós-25 de Abril de 1974, questiona a fraqueza dos líderes europeus perante a crise económica e financeira, para a qual, lembra, veio a avisar nos últimos anos e que já levou três países a pediram ajuda externa: Grécia, Irlanda e Portugal. "Europeísta convicto", Soares admite que Portugal, desde a adesão à então CEE, "habituou-se a viver acima dos seus recursos".
Portugal está a ser "a terceira vítima da ganância dos mercados especulativos e da audácia criminosa das agências de rating". A crise, escreve ainda Soares, "só pode agravar-se" quando se chega "a uma situação tão estranha", em que "os mercados comandam os Estados ditos soberanos em vez de ser o contrário".
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Mário Soares vai lançar o livro "Um político assume-se Ensaio político e ideológico", editado pela Temas&Debates, do Círculo de Leitores, no próximo dia 30, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
e da exiguidade do espaço. “Não cabe”. Contra esta sentença não há apelo. Quando muito pode responder-se “guarda-se para a semana”. Mas, entretanto, surgem outras coisas que não se podem ignorar... E as que vinham de trás continuam... para trás. E acumulam-se, semana após semana. O espaço da coluna não estica e os 1.170 carácteres (espaços incluídos) obrigam a escolhas fatais.
Registo para algumas dessas que ficaram para trás, vítimas da ditadura dos caracteres, para que não se percam, totalmente, e fiquem para 'memória futura'.
14 Abril 2011
“Arábicas guerras Os oligarcas sauditas e seus conglomerados económicos, assentes nas rendas petrolíferas, continuam a escalada das suas guerras intestinas e recusam-se a seguir o exemplo dos príncipes que souberam enterrar o machado de guerra. Guerras de informação, recurso a gabinetes anglo-americanos de 'inteligência económica, queixas em tribunal e outras 'delicadezas' tudo serve para esta autêntica guerra civil, na Arábia Saudita.
6 Maio 2011
A grande ameaça O uso ofensivo da informação é hoje a grande ameaça para empresas, marcas, personalidades e sua reputação. E quase sempre sem nada de ilegal. No Direito português, nem há definições jurídicas para enquadrar e tipificar "ilegalidades" e nada prevê para defesa dos alvos atacados. As "guerras de informação" podem assim multiplicar-se sem riscos para quem as lança.
6 Maio 2011
Regresso à base Problemas de segurança e de qualidade, insuficientes ganhos de produtividade e custos de logísitca e transportes estão a inverter o movimento de deslocalização de empresas e a gerar um “regresso à base”... Óptima oportunidade para um país seguro, barato e no centro do mundo ocidental: Portugal. Assim haja a inteligência para gerir a oportunidade.
6 Maio 2011
Putin anti-China A China está a assaltar e piratear todas as riquezas naturais da Sibéria (6 milhões de habitantes numa superfície igual à da Europa…) e a praticar uma anexação de facto. “Se não reagirmos, vamos acabar todos a falar chinês”, diz um irritado Vladimir Putin.
15 Maio 2011 Fugir à dívida Os CDS soberanos são (supostamente) um ‘seguro’ contra “incidentes de pagamento” nas dívidas soberanas, mas terão banqueiros e seguradores meios de pagar estes CDS, em caso de “incidente no pagamento”? Ah, pois... Portanto, não pode haver “incidentes de pagamento” nas dívidas soberanas. Assim, os países que em dado momento não tenham meios de fazer face às suas dívidas e respectivos ‘serviços’, terão de recorrer a “reescalonamentos” da dívida, pois esta solução tem 2 vantagens: 1. Os governos podem um pouco salvar a sua face e 2. sobretudo, esta solução não é considerada “incidente de pagamento” pelo que CDS não são accionados, salvando os cofres de bancos e seguros. A Grécia parece fadada para ser, brevemente, o laboratório de ensaio desta ‘teoria’. Porém, o jogo não é de soma nula e alguém vai perder nos “reescalonamentos”: quem detiver, directa ou indirectamente, dívida soberana. Se tem acções desses titulares, desfaça-se delas e compre... ouro.
22 Junho 2011
A Espia chinesa Liu Gang, dissidente chinês residente nos Estados Unidos, acusa a sua mulher de ser uma espia dos "serviços" chineses e pediu a ajuda do FBI.
12 Julho 2011
Grandes orelhas O FSB (novo nome do velho KGB) quer ter um acesso directo a todas as comunicações móveis, na Rússia. E já solicitou aos operadores de telefones móveis que lhe entreguem as chaves de cifra. Google e Skype também vão ter uma conversa com a equipa do 'patrão' Alexandre Bortnikov, que entende que todos os serviços de informação têm de ter acesso directo aos códigos dos operadores.
14 Julho 2011
Ciber-Comando Tal como os EUA e a Inglaterra, também em França, as Forças Armadas já se dotaram de capacidade de intervenção nas redes da net e o Estado-Maior passou a integrar um Ciber-Comando. Os batalhões de hackers do exército chinês começam a não estar sozinhos...
15 Julho 2011 A guerra da Galp É uma outra guerra do petróleo e vai marcar 2011… A “guerra” pelo controlo da Galp já está a gerar várias “guerras de informação” (violentas mas um pouco simplórias) e vai gerar ainda muitas mais. O próprio Governo, se não se precaver, ainda pode, mesmo que só por tabela, levar forte e feio.
15 Julho 2011
Guerra da potassa O gigante australiano BHP-Biliton lança uma OPA hostil de 40 mil milhões sobre o primeiro produtor mundial de potássio, o canadiano Potash Corp. Incapaz de conter a ofensiva australiana, este procura apoios mas só encontra duas sociedades estatais chinesas... Estas, porém, não têm meios para enfrentar os australianos e apelam ao governo de Pequim. É a guerra mundial pelo controlo do mercado estratégico dos indispensáveis adubos: a BHP-Biliton quer entrar neste mercado como um partner decisivo e Pequim quer ser dono de mais um sector estratégico da economia global...
15 Julho 2011 Batalha na água É uma guerra anunciada e cujas primeiras grandes batalhas já aí estão. As características específicas (mercado muito concentrado, novos actores emergentes, riscos geopolíticos, fonte de poder geoeconómico...) tornam a água um dos mais tensos "campos de batalha" globais deste início de século. A presente crise fornece simultaneamente o quadro para estas grandes mudanças e a cortina que as oculta.
15 Julho 2011
Dez milhões de jovens chineses apresentaram-se ao Gaokao (o “grande exame”) que marca o fim do ensino secundário e condiciona o acesso à universidade. Três matérias obrigatórias: matemática, chinês e inglês. E ainda uma outra consoante o curso pretendido. Pequim não forneceu a percentagem de sucesso nas exames destes 10 milhões.
15 Julho 2011
Regresso à base Insuficientes ganhos de produtividade, problemas de segurança e de qualidade e altos custos de logística e transportes estão a inverter o movimento de deslocalização de empresas e a gerar um “regresso à base”... Óptima oportunidade para um país seguro, barato, com bons recursos humanos e no centro do mundo ocidental: Portugal. Assim haja a inteligência para gerir a oportunidade.
3 Agosto 2011
Salário do medo Há profissões de risco... Como ser físico, no Irão. Sobretudo, quando a especialidade é físico nuclear. Darioush Rezai-Nejad, da Organização Iraniana da Energia Atómica, morto por um assaltante, no dia 23 de Julho, é o último, por enquanto, de uma longa lista de físicos nucleares mortos no Irão.
11 Agosto 2011
Traição e morte Foi uma informação enviada do interior do governo afegão de Karzai que deu aos talibans a oportunidade de abaterem o heli americano com uma equipa seal. A operação taliban teve tambvém a colaboração de paquistaneses.
12 Agosto 2011
Angelismos caros Impedir as relações entre os serviços de inteligência e as empresas é o erro estratégico a evitar, absolutamente. Porque isso não só os afasta da abordagem mais importante, nesta época, a Inteligência Económica, como lhes corta a indispensável capilaridade e os reduz a estéreis burocracias públicas. O angelismo e as boas intenções são a via para... o inferno.
12 Agosto 2011 Ironia suprema O corte das relações entre serviços de inteligência e empresas cria uma perigosa assimetria. As empresas pouco (mesmo, nada) sofrem com isso (têm sempre o serviço profissional de uma boa ‘kroll’...) mas o Estado fica desarmado, ao reduzir os seus “serviços” a uma burocracia estéril. O estudo de casos de sucesso (EUA, Israel, França...) mostra bem para que servem (e como funcionam) hoje os serviços de inteligência.
25 Agosto 2011
Portugal em Contra-Ciclo Assistimos a uma evolução assimétrica dos Estados da UE, com alguns em vias de extinção e outros a reforçar-se. Em Portugal, assistimos a um desmantelamento do Estado português (apresentado e 'vendido' na comunicação como um "emagrecimento" no ginásio da Troika). Este desmantelamento surge em absoluto contra-ciclo com a tendência emergente de reforço das funções do Estado no pós-crise e coloca-nos na UE no campo dos estados em vias de extinção. Assim, nesta assimetria e neste contra-ciclo, é o desmantelamento de Portugal que está em curso. Não é a primeira vez na nossa História que assistimos a estes episódios fatais. Se temos nos nossos séculos de nação muita gente séria e competente e mesmo personagens luminosas, a verdade é que também temos umas Catarinas de Áustria e uns cardeais D. Henrique.
25 Agosto 2011
Desmantelar Depois do precário, efémero e volátil, uma nova palavra faz uma entrada em força no léxico da crise: desmantelar. Um verbo conjugado de forma muito assimétrica nos vários Estados da UE. A Alemanha não desmantela nada (muito pelo contrário) e em Portugal ou na Grécia tudo é desmantelado... Que UE é essa que aí vem?
Telejornal russo: como o ‘pivot’ se ‘estimula’ com uma striper...
Repare-se na estranha forma como o 'pivot' deste telejornal russo reage a uma reportagem sobre a actuação de uma striper... E é apanhado em flagrante!
"A video of a Russian news anchor's blunder is getting some attention on YouTube.
The camera seems to cut unexpectedly back to the host following a segment on strippers. The surprised anchor's reaction is strange, and kind of creepy."
As feministas ucranianas do Movimento FEMEN realizaram um protesto contra a prostituição e exigindo liberdade para as mulheres, no Vaticano, mas foram detidas pela polícia preventivamente. Só uma conseguiu entrar na Praça de S. Pedro, na altura da oração do Angelus, proferida pelo Papa... Mas foi o suficiente para o protesto da FEMEN chegar a todo o mundo. As técnicas de comunicação são conhecidas, desenrolam-se sempre de modo semelhante e... resultam sempre! Abençoadas, Senhoras!
CAVACO SILVA: "Próximos tempos podem ser insuportáveis"
por DN.pt e LusaHoje
E aqui está uma prosa que não precisa de comentários... Basta colocá-la em perspectiva, ao lê-la!
CAVACO SILVA: "Próximos tempos podem ser insuportáveis"
por DN.pt e LusaHoje
Cavaco Silva apelou a um diálogo frutuoso no Parlamento sobre o Orçamento de Estado de 2012 e pediu solidariedade aos portugueses para convencer instituições internacionais.
"Os próximos tempos podem ser insuportáveis para alguns dos nossos concidadãos, em especial os reformados e os desempregados", referiu Cavaco Silva durante o discurso das comemorações do 175.º aniversário de Carregal do Sal, destacando estar muito preocupado com os "filhos de casais desempregados".
Para o Presidente da República, "nunca como hoje foi tão importante a união dos portugueses". "Só a união de todos pode atenuar os sacrifícios que se pedem aos portugueses. É importante nesta fase da vida nacional preservar o espírito solidário dos portugueses e a capacidade de trabalho dos portugueses, pois só isso vai permitir vencer as dificuldades e demonstrar às instituições internacionais que nós merecemos um futuro melhor".
Entendimentos no Parlamento essenciais para ultrapassar problemas
O Presidente da República defendeu ainda um "diálogo frutuoso e construtivo" no Parlamento sobre o Orçamento do Estado para evitar "custos insuportáveis" para uma parte da população.
Questionado pelos jornalistas sobre a possibilidade, como propõe o PS, de cortar apenas um dos subsídios de 2012 aos funcionários públicos, Cavaco Silva sublinhou não dever comentar decisões partidárias, mas admitiu considerar importante "alcançar entendimentos".
"Não devo comentar decisões partidárias, mas considero que a propósito do OGE ocorra na Assembleia da República um diálogo frutuoso e construtivo que permita alcançar entendimentos por forma a melhorar a proposta apresentada pelo Governo", referiu Cavaco Silva, em Carregal do Sal, onde esteve a inaugurar o novo Centro Cultural do concelho, no dia em que o município faz 175 anos.
Cavaco Silva disse mesmo pensar ser esse entendimento algo "da maior importância para preservar a coesão social e criar um ambiente social menos negativo" no país.
Segundo o Presidente, esse entendimento permitirá "ultrapassar os problemas, em particular o desequilíbrio das contas públicas, mas também o excesso de endividamento externo sem custos insuportáveis para uma parte da nossa população".
Cavaco Silva vai, ainda hoje, depois de um almoço em Carregal do Sal, deslocar-se ao vizinho concelho de Nelas para inaugurar um Centro Escolar e uma visita a um lar do centro paroquial local.
Este “projecto Europa” é, em seguida, adoptado por duas das três grandes “internacionais” dos anos 50: a Internacional Socialista e a Internacional Democrata-Cristã. A Internacional Comunista ficou, claro, de fora e contra o projecto, como impunham as regras da “Guerra Fria”, já que essa “Europa” se fazia como parte da estratégia “to counter the Communist threat in Europe”.
Ao cair o muro de Berlim, todo o quadro da “Europa” caíu. O desaparecimento da ameaça soviética e a emergência da Alemanha (pós reunificação) arruinou e fez ruir este projecto francês de “Europa”, cujo último grande momento foi a década protagonizada por Jacques Delors.
A Alemanha ressurgida não cabia no fato... E o fato começou a rebentar pelas costuras e, sob os efeitos da crise do sistema financeiro iniciada no Verão de 2008, o tecido esgassa e, como uma ganga velha, vai-se desfazendo e caindo aos bocados. A tragédia grega é apenas disso um aspecto. E se é importante, não o é por si, mas apenas pelo que revela...
Claro que a falta de maneiras civilizadas de Angela Merkel (em contraste com os perfeitos cavalheiros que eram Kohl, Gensher, Brandt ou Schmidt) contribui para tornar mais visível a irrupção do nacionalismo alemão no quadro de uma “União Europeia”. Merkel é o elefante bárbaro no seio de uma delicada construção em finíssimas porcelanas. Mas a Europa não muda por obra e (des)graça de Merkel. Ela é que é um produto das mudanças na Europa, pós-Delors.
E assim estamos neste final de 2011 como em vários outros momentos do século XX: o problema central da Europa é a Europa Central. Este velho poblema emerge, de novo, com o desmoronar da direcção francesa no “projecto Europa”. E vai, nos próximos anos, defrontar as mesmas dificuldades insuperáveis que sempre se levantaram no seu caminho: uma vasta coligação contra a hegemonia alemã. Não é por acaso que a Europa Central nunca conseguiu tornar-se o centro da Europa...
Com a direcção francesa desfeita e a hegemonia alemã a defrontar insuperáveis problemas para se afirmar, a “Europa” tenta esconder, em cimeiras de pompa e circunstância, o seu estado moribundo mas não consegue ocultar a impotência própria a esse seu estado.
E, desta vez, não há sequer o discreto mas decisivo apoio americano. Obama, neste G20, mostrou bem que nem sabe nada do ACUE e nem do seu dirigente máximo, um tal Wild Bill Donovan que combateu os alemães em França em 1917/18 e contra eles operou na Europa, durante a II Guerra, e cujas ideias e argumentos estão plasmados no National Security Act of 1947 e no Central Intelligence Agency Act de 1949… Ano, aliás, em que se tornou presidente do recém-criado American Committee on United Europe.
O quadro desfez-se e com ele desaparece uma obra de artistas... Não terá realizado os “sonhos” mas cumpriu os objectivos: paz e desenvolvimento na Europa ocidental para enfrentar e contar a ameaça do leste comunista. Foi para isso que foi criada e atingiu totalmente o objectivo. Mas, concretizado o fim, é também... o seu fim. E volta tudo atrás...
Confesso que nunca tinha ouvido falar da revista romena Tabu e muito menos da ministra romena Elena Udrea. Por que raio, então, estar agora aqui a falar destas duas em que acabei de tropeçar, num jornal inglês? Porque o editor da revista, ao colocar a ministra na capa numa pose à la Madona, deu uma brutal projecção de visibilidade às duas e provou que merece bem todo o dinheiro que ganha. Quanto às surpresas reacções de alguns europeus, só vêm provar (mais uma vez....) o mais que sabido: esta gente da Europa Ocidental continua fixada no seu umbigo e alheia ao que se passa à volta. É que não há razão para surpresas na atitude da ministra. Ela é useira e vezeira na coisa... Adora, como aqui se mostra. E nem sequer é a primeira vez que surge na capa da Tabu... De resto, há ainda que confessar, para terminar, que este tabu de Elena Udrea bate aos pontos e por KO todos os tabus que o excelentíssimo senhor professor Cavaco Silva tem servido ao País ao longo dos últimos 20 anos.
Diz, entre surpreendido e escandalizado, o Daily Mail: 'in a skin tight rubber dress and thigh high kinky boots, Romanian cabinet minister Elena Udrea strikes a bold pose on a magazine cover. The Romanian minister cast aside her normal straight laced suits for a special edition of her country's Tabu fashion magazine dedicated to the powerful woman. The front cover shows the blonde minister of tourism photographed in a revealing low cut mini dress, shiny boots and simple jewellery.'
E prossegue: 'Inside the magazine the 37-year-old sees how she measures up to other powerful women such as Cleopatra, Jackie Kennedy, Margaret Thatcher Eva Peron and Madonna by donning outfits inspired by them. The politician wrote about her experience of the photo shoot and posted pictures on her blog yesterday. She wrote: 'There were some women who were able to show that they want to become a little bit more than simple workers. 'I am referring here to the iconic females who changed the way the politics is done in the world.'
Mas não é só de pose à la Madona que a ministra Elena Udrea vive. Ela também despacha, como se pode constatar na foto abaixo.
E concentra-se para pensar a política e encontrar a decisão certa...'These women proved they could be even better than the men in the game they have invented. 'According to this logic, I would like very much to see that in Romania, one of the biggest political parties is open enough to propose a courageous and skillful woman in the most important state functions'. Fashion conscious Udrea was once rapped for turning up to meet flood refugees with a lorry loaded with high heeled shoes for the women affected to make them feel 'beautiful'.
De resto, se agora surge de negro, antes já tinha surgido de branco, na capa da mesma Tabu...
E também já tinha surgido de negro, noutras capas!
Síntese final: nem há razões para surpresas escandalizads, como as do Daily Mail, nem o Cavaco alguma vez produziu tabus à altura deste e nem o PSD nem o CDS arranjam ministras deste gabarito... Talvez por influência da Manuela Ferreira Leite. Assim se prova que a unidade da Europa reside na sua diversidade. Imaginem a política do 'Velho Continente' apenas povoada com mulheres como Assunção Cristas e Ferreira Leite! Felizmente, como disse em tempos um americano de que não me recordo o nome, há "uma Nova Europa"!